Glossário
Cada termo do site explicado sem jargão, com exemplo. Antes de investir, leia os cuidados. Se algo não ficou claro, comece por % do CDI equivalente, FGC, DY e retorno total.
Cuidados antes de investir
Cuidados (selos de alerta)
Avisos automáticos em cada linha da aba Oportunidades, calculados com os dados da própria linha. Não dizem que o investimento é ruim: dizem o que conferir antes. Toque no selo para ver a regra.
Taxa promocional
“120% do CDI” ou “CDI + 2%” pode valer só nos primeiros meses ou só até um valor. Depois a taxa cai.
Exemplo com CDI de 13,65%: 120% do CDI por 6 meses e depois 100% rende cerca de 15% no ano, uns 110% do CDI, não 120%. Se a taxa vale até R$ 5 mil e você põe R$ 20 mil, R$ 15 mil rendem a taxa normal.
Só para cliente novo
Ofertas de boas-vindas costumam exigir conta nova, primeiro aporte ou valor máximo. Leia as condições no app antes de transferir.
Carência
“Liquidez diária após carência” quer dizer que o resgate só fica livre depois de um prazo. No selo: a linha tem carência.
Exemplo: CDB com liquidez diária após 90 dias. Precisou do dinheiro no dia 30: não dá para resgatar. “Liquidez diária” sem carência é resgate a qualquer momento.
Sem liquidez (resgate só no vencimento)
O dinheiro só volta na data de vencimento. Não serve como reserva de emergência.
Exemplo: LCA de 2 anos sem liquidez. Aplicou R$ 10 mil hoje, só mexe nesse dinheiro daqui a 2 anos.
Taxa fora da curva
Selo quando a taxa bruta estimada passa a mediana do mesmo tipo e indexador em mais de 2 pontos percentuais ao ano (só grupos com 5 ou mais linhas). Taxa alta demais costuma pagar por risco maior do emissor: banco pequeno, Basileia baixa ou empresa em dificuldade. Essas linhas ficam fora do Top 3 e dos destaques.
Exemplo: a mediana dos CDBs pós-fixados é 102% do CDI e um banco oferece 125%. Com CDI de 13,65%, são mais de 3 pontos ao ano acima: confira o banco antes.
Basileia baixa
Selo quando o índice de Basileia do emissor está abaixo de 12%. O mínimo exigido da maioria dos bancos fica em 10,5%: sobra pouca folga. Fica fora do Top 3.
Banco pequeno (S4 ou S5)
Selo quando o conglomerado do emissor está no segmento S4 ou S5 do Banco Central, o das instituições menores. Não é sinal de problema, mas fique dentro do limite do FGC.
Sem dados de saúde
Selo em CDB, RDB, LCI e LCA quando o emissor não foi encontrado no IF.data do Banco Central. Sem Basileia e lucro, vale ficar dentro do limite do FGC. Fica fora do Top 3 e dos destaques.
Preço oscila (marcação a mercado)
Selo em Tesouro Prefixado, Tesouro IPCA+, debêntures e FIIs. O preço muda todo dia com os juros e o mercado. Quem leva até o vencimento recebe a taxa combinada; quem vende antes pode ter lucro ou perda.
Exemplo: um Tesouro IPCA+ de 20 anos pode cair 10% ou mais se a taxa do título subir 1 ponto.
Prazo longo
Selo quando o prazo mínimo passa de 3 anos (1.080 dias).
Mínimo alto
Selo quando a aplicação mínima é de R$ 5 mil ou mais (em debêntures e FIIs, o preço de uma unidade).
FGCoop no lugar do FGC
Selo quando o emissor é cooperativa de crédito: a garantia é do FGCoop, com regras próprias (fgcoop.coop.br).
Público restrito
Oferta só para um público específico, como empresas ou investidor qualificado. O site já descarta do Open Finance o que não é para pessoa física; o selo fica para fontes que informem outro público.
FGC: limite e demora
Até R$ 250 mil por CPF por instituição ou conglomerado, somando principal e juros, com teto de R$ 1 milhão a cada 4 anos (FGC). Não some mais de R$ 250 mil em bancos do mesmo grupo.
Exemplo: R$ 300 mil em CDBs de dois bancos do mesmo conglomerado: R$ 50 mil ficam sem garantia. E o pagamento demora: o Banco Master foi liquidado em 18/11/2025 e o FGC começou a pagar em 17/01/2026, quase 2 meses depois (comunicado do FGC).
Sem FGC
Debênture, CRI, CRA, Tesouro, fundos e FIIs não têm FGC. No Tesouro o risco é do governo federal; nos outros, da empresa ou da carteira. Debênture com taxa muito acima do CDI costuma ser empresa em dificuldade (selo risco alto).
Isento x tributado: compare pelo líquido
Use o % do CDI equivalente. IR de 22,5% até 180 dias, 20% até 360, 17,5% até 720 e 15% depois (Lei 11.033/2004, art. 1º). IOF só antes de 30 dias, de 96% do rendimento no 1º dia a zero no 30º (Decreto 6.306/2007, art. 32 e Anexo).
Exemplo: R$ 10 mil com ganho de R$ 1.000 em 1 ano: IR de 20% = R$ 200. Resgatar no 10º dia: o IOF leva 66% do rendimento.
Cuidados com fundos
A taxa de administração sai da cota todo dia; o come-cotas antecipa o IR em maio e novembro; o resgate pode levar dias (D+N, no regulamento).
Exemplo: fundo DI com rendimento bruto de 13,65% e taxa de 1% ao ano entrega cerca de 12,6% antes do IR.
Rentabilidade passada
Fundos e FIIs aparecem com o que renderam nos últimos 12 meses. Isso não garante os próximos 12. No FII, o rendimento mensal varia e a cota oscila na bolsa (venda em D+2, pelo preço do dia).
Site do distribuidor
O Open Finance publica a faixa de taxas de cada banco, mas não o link da oferta. O botão leva à página inicial oficial do banco ou da corretora; a oferta exata você confere no app ou no site deles. É site de terceiro.
Página oficial (onde ver)
Cada linha leva à página pública da fonte: Tesouro Direto (rendimento dos títulos), ANBIMA Data (características da debênture), CVM (consulta do fundo pelo CNPJ), B3 Fundos.NET (documentos do FII), Banco Central (poupança) ou o site do distribuidor. Linha sem link oficial não aparece.
Confirmado em
Última coleta em que a fonte ainda publicava a oferta. Só aparece o que foi confirmado dentro da validade de cada fonte: Open Finance e poupança 48 horas, Tesouro e debêntures 3 dias úteis, fundos 5 dias úteis, FIIs 40 dias. Se a oferta some da fonte, sai do site na geração seguinte.
Oportunidades: como comparar
% do CDI equivalente
Quanto um CDB que paga imposto de renda precisaria render, em % do CDI, para deixar o mesmo valor líquido no mesmo prazo. É a forma justa de comparar um investimento isento com um tributado.
Exemplo: em 1 ano o IR é 20%. Uma LCI de 90% do CDI equivale a um CDB de cerca de 90 ÷ 0,80 = 112,5% do CDI. O site faz a conta exata com o valor e o prazo que você escolher.
Taxa líquida
Quanto o investimento rende por ano depois de descontar IR, IOF (resgate antes de 30 dias) e a custódia do Tesouro, no prazo escolhido. Para pós-fixados, o site usa o CDI de hoje como estimativa do futuro; para IPCA+, a inflação esperada para 12 meses no boletim Focus do Banco Central.
Valor no fim
Quanto o seu valor viraria no prazo escolhido, já líquido. É estimativa: a taxa de um pós-fixado muda com o CDI e a cota de um fundo ou FII pode cair.
Faixa praticada
Nos dados abertos do Open Finance, cada banco informa a taxa mínima e a máxima que oferece em cada tipo de produto, indexador e faixa de prazo. Não há data de referência nem oferta específica: é uma faixa, não uma cotação ao vivo. Confira a taxa no banco na hora de investir. Nas contas o site usa a taxa típica: cada oferta vale a média das faixas informadas, ponderada pela participação nas operações, e o grupo usa a mediana dessas ofertas. A data mostrada é a da coleta.
Risco alto
Marca as debêntures negociadas com taxa bruta mais de 4 pontos percentuais acima do CDI ao ano. Quando o mercado só aceita comprar com uma taxa tão alta, costuma ser porque vê chance real de a empresa atrasar ou não pagar. Esses papéis continuam na tabela, mas ficam fora do Top 3 e dos destaques da página inicial. Debênture não tem garantia do FGC.
Open Finance
Sistema regulado pelo Banco Central em que as instituições publicam dados abertos dos seus produtos, sem login. O site lê só a parte pública de investimentos (CDB, RDB, LCI e LCA) e descarta taxas com unidade inconsistente.
Emissor
Quem deve o dinheiro para você: o banco que emitiu o CDB ou a LCI, a empresa da debênture ou o governo no Tesouro. É o risco do emissor que importa se algo der errado.
Distribuidor
Onde você compra: o banco ou a corretora que oferece o produto. Um CDB do banco A pode ser vendido pela corretora B. A garantia do FGC vale pelo emissor, não pelo distribuidor.
Produto
Nome do investimento como aparece na fonte, com o tipo e o prazo.
Tipo de investimento
CDB, RDB, LCI, LCA, LC, Tesouro, debênture, fundo DI, FII ou poupança. Cada tipo tem regras próprias de imposto, garantia e resgate, explicadas abaixo.
Indexador
A que a taxa está presa. CDI ou Selic: pós-fixado, acompanha os juros. Prefixado: taxa fixa combinada na compra. IPCA: inflação mais uma taxa. TR: usada na poupança.
Taxa
A remuneração do jeito que a fonte publica: % do CDI, taxa ao ano, IPCA mais taxa ou, em fundos e FIIs, a rentabilidade dos últimos 12 meses, que não garante a dos próximos.
Prazo
Quando o investimento vence. No Open Finance vem como faixa (até 1 ano, de 1 a 3 anos, mais de 3 anos). Fundos, FIIs e poupança não têm vencimento.
Por quanto tempo
O prazo que você escolhe define a alíquota de IR, o IOF e quais investimentos aparecem com a opção de resgatar no prazo ligada.
Resgatar no prazo
Com essa opção ligada, aparecem só investimentos com resgate a qualquer momento, que podem ser vendidos no mercado ou que vencem até o prazo escolhido (com 10% de tolerância).
Liquidez
Quando dá para ter o dinheiro de volta. A qualquer momento: resgate diário pela taxa contratada (ou em poucos dias, em alguns fundos). A preço de mercado: dá para vender antes, mas o preço pode ser menor que o investido. Só no vencimento: o dinheiro fica preso até a data.
Aplicação mínima
Menor valor aceito na compra. No Tesouro e nos FIIs é o preço de uma fração mínima ou de uma cota.
Valor a investir
O valor que você digita é usado para calcular o valor no fim, a taxa líquida, a equivalência ao CDI e para esconder o que exige aplicação mínima maior.
Fonte
Cada linha mostra de onde veio, com link para o site oficial. Sempre confira lá antes de investir.
Coletado em
Data em que o site buscou o dado na fonte. Taxas mudam; quanto mais antiga a coleta, mais importante conferir.
Selic esperada (Focus)
Mediana das previsões de economistas para a Selic no fim do ano, publicada toda semana pelo Banco Central no boletim Focus. Ajuda a imaginar para onde vão os pós-fixados.
Tipos de investimento
CDB
Certificado de Depósito Bancário: você empresta dinheiro ao banco e recebe juros. Paga IR pela tabela regressiva e tem garantia do FGC.
RDB
Recibo de Depósito Bancário. Parecido com o CDB, emitido por bancos e financeiras, mas não pode ser revendido a outro investidor antes do vencimento. IR regressivo e garantia do FGC.
LCI e LCA
Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio. O dinheiro financia o setor imobiliário ou o agro. São isentas de imposto de renda para pessoa física e têm garantia do FGC. Têm carência mínima antes do resgate, definida pelo Conselho Monetário Nacional.
LC
Letra de Câmbio, emitida por financeiras. Funciona como um CDB: IR regressivo e garantia do FGC.
Debênture
Dívida emitida por uma empresa (não um banco). Não tem FGC: se a empresa quebrar, você pode perder parte ou tudo. Vendida antes do vencimento, sai a preço de mercado. As taxas do site são as indicativas da ANBIMA; o preço na corretora pode ser diferente.
Debênture incentivada
Debênture que financia infraestrutura, enquadrada na Lei 12.431/2011. Os rendimentos são isentos de IR para pessoa física. O risco da empresa continua e não há FGC.
Fundo DI
Fundo que aplica em títulos ligados ao CDI. A rentabilidade mostrada é a da cota nos últimos 12 meses, já sem a taxa de administração, e o % do CDI equivalente compara com o CDI desses mesmos 12 meses. Paga IR regressivo (no fundo de curto prazo, 22,5% até 180 dias e 20% depois), com come-cotas, e não tem FGC.
Taxa de administração
Percentual ao ano cobrado pelo fundo sobre o seu dinheiro. Sai da cota todo dia, por isso a rentabilidade da cota já vem descontada.
Come-cotas
Em maio e novembro o fundo antecipa o imposto de renda diminuindo a sua quantidade de cotas (15% nos fundos de longo prazo, 20% nos de curto prazo). No resgate, cobra só a diferença até a alíquota da tabela regressiva. O efeito é pagar o imposto antes, o que reduz um pouco os juros sobre juros.
FII (fundo imobiliário)
Fundo que tem imóveis ou títulos imobiliários e é negociado na bolsa. O rendimento mensal é isento de IR para pessoa física quando o fundo tem cotas negociadas só em bolsa e atende as regras de número de cotistas e de participação. A cota sobe e desce e o ganho na venda paga 20%. O DY mostrado é passado, não garantia. Sem cotação recente na B3, o DY é calculado sobre o valor patrimonial da cota e o fundo fica fora dos destaques.
Poupança
Rende 0,5% ao mês mais TR quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, e 70% da Selic mais TR quando está abaixo. Só rende no dia de aniversário do depósito. Isenta de IR e coberta pelo FGC.
Garantias e saúde do emissor
FGC
Fundo Garantidor de Créditos. Se o banco quebrar, devolve até R$ 250 mil por CPF por instituição ou conglomerado, somando principal e juros, com teto de R$ 1 milhão a cada 4 anos. Cobre CDB, RDB, LCI, LCA, LC e poupança. Não cobre Tesouro, debêntures, CRI, CRA, fundos nem FIIs. Regras em fgc.org.br.
FGCoop
Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito. Garante os depósitos e as letras das cooperativas (como Sicoob, Sicredi, Unicred e Cresol) até R$ 250 mil por CPF por cooperativa. Não é o FGC: o site avisa quando o emissor é cooperativa.
Índice de Basileia
Mede o capital próprio do banco em relação aos riscos que ele corre. Quanto maior, mais folga para absorver perdas. Para a maioria dos bancos, o mínimo exigido somando o adicional de conservação de capital fica em 10,5%; os maiores têm adicionais extras. No site: verde a partir de 13%, amarelo entre 10,5% e 13% ou com prejuízo no período, vermelho abaixo de 10,5%.
Junto aparecem lucro líquido, ativo total e o segmento (S1 são os maiores, S5 os menores), do IF.data do Banco Central, por trimestre. É um indicador simples, não é rating de crédito.
Impostos
IR regressivo
Imposto sobre o ganho da renda fixa, que cai conforme o tempo: 22,5% até 180 dias, 20% de 181 a 360, 17,5% de 361 a 720 e 15% acima de 720 dias. Vale para CDB, RDB, LC, Tesouro, debênture comum e fundos (Lei 11.033/2004, art. 1º).
Isento de IR
Para pessoa física, não pagam imposto de renda sobre o rendimento: LCI e LCA e rendimentos de FII dentro das regras (Lei 11.033/2004, art. 3º), debêntures incentivadas (Lei 12.431/2011, art. 2º) e poupança.
A Medida Provisória 1.303/2025, que propunha cobrar IR de LCI, LCA e outros isentos, perdeu a validade sem virar lei, e o texto da Lei 11.033 no Planalto registra a vigência encerrada (conferido em 02/11/2026). A Lei 15.270/2025 mudou o IR sobre dividendos acima de R$ 50 mil por mês, não esses investimentos.
IOF
Imposto que só aparece se você resgatar antes de 30 dias. Começa em 96% do rendimento no 1º dia e vai a zero no 30º.
Proventos
Provento
Nome geral para o dinheiro que uma empresa distribui aos acionistas. Os tipos mais comuns são dividendo e juros sobre capital próprio (JCP). Também aparecem rendimento e restituição de capital.
Dividendo
Parte do lucro que a empresa divide com quem tem ações. Para pessoa física, dividendo é isento de imposto de renda até R$ 50 mil por mês pagos pela mesma empresa. Acima disso, desde janeiro de 2026 (Lei 15.270/2025), há 10% de imposto retido na fonte sobre o valor do mês.
JCP x dividendo
Juros sobre capital próprio (JCP) também é parte do lucro distribuída ao acionista, mas para a empresa ele funciona como despesa e reduz o imposto dela. Para você, o JCP tem 15% de imposto de renda retido na fonte.
Exemplo: JCP de R$ 1,00 por ação vira R$ 0,85 na sua conta. O site mostra o valor bruto anunciado pela B3.
Restituição de capital
A empresa devolve aos acionistas parte do capital que eles colocaram nela, em vez de distribuir lucro. O dinheiro cai na conta como um provento e o preço da ação cai na mesma medida.
No site ela aparece na lista de proventos e conta no retorno total, mas fica fora do DY e da renda, porque não vem do lucro e costuma ser um evento único. A ação ganha o selo "devolveu capital".
Sem cotação recente
A ação não teve negócios na bolsa nos últimos 45 dias. Como o último preço pode estar muito longe do valor real, o site não calcula DY nem renda para ela.
R$ por ação
Quanto a empresa pagou para cada ação, somando todos os proventos do período. Os valores antigos são ajustados por desdobramentos e grupamentos para ficarem comparáveis com as ações de hoje.
Data com
Último dia em que você precisa ter a ação na carteira para receber o provento anunciado. Quem compra até o fim do pregão da data com recebe, mesmo que venda no dia seguinte.
Data ex
Primeiro dia útil depois da data com. A partir dela a ação é negociada "ex-direito", ou seja, sem o provento. Por isso o preço costuma cair mais ou menos o valor do provento nesse dia.
Data de pagamento
Dia em que o dinheiro cai na sua conta da corretora. Pode ser semanas ou meses depois da data com.
Frequência
Com que regularidade a ação costuma pagar, pela média de datas com por ano nos últimos 5 anos completos: mensal (perto de 12 por ano), trimestral (cerca de 4), semestral (cerca de 2), anual (cerca de 1) ou irregular (sem padrão).
Pagamentos por ano
Média de quantas datas com a ação teve por ano nos últimos 5 anos completos. Ajuda a saber se a renda chega espalhada ou concentrada.
Payout
Parte do lucro que a empresa distribui. Payout de 50% quer dizer que metade do lucro virou provento. Por lei, a maioria das empresas precisa distribuir pelo menos 25% do lucro ajustado, salvo exceções do estatuto.
Rendimento
Na B3, é o nome do provento pago por alguns ativos, como units e fundos. No dia a dia, "rendimento" também é usado para falar do quanto um investimento rendeu.
Como o site calcula
Dividend yield (DY)
Quanto a ação pagou em proventos em um ano, dividido pelo preço da ação. Mostra o "aluguel" que a ação pagou em relação ao que ela custa.
Exemplo: ação a R$ 20,00 que pagou R$ 1,60 nos últimos 12 meses tem DY de 8%. Com R$ 10 mil você teria recebido cerca de R$ 800 no ano.
Últimos 12 meses
Soma dos proventos com data com nos últimos 12 meses, dividida pelo preço de hoje. É o retrato mais recente, mas pode estar inflado por um pagamento extraordinário.
Média de 5 anos
Média do que a ação pagou por ano nos últimos 5 anos completos (o ano corrente fica de fora). Suaviza anos muito bons ou muito ruins.
Conservador
O menor valor entre os últimos 12 meses e a média de 5 anos. Se a ação pagou muito agora, a média segura a conta; se ela vem pagando menos, os 12 meses seguram. É a base padrão do site.
DY usado
O DY que o site usa para calcular a sua renda e ordenar a lista. Depende da base escolhida em "Renda calculada pela": conservadora, média de 5 anos ou últimos 12 meses.
Base da renda
A escolha de qual histórico usar para estimar a renda: conservadora (padrão), média de 5 anos ou últimos 12 meses. Troque para ver como a renda muda.
Renda estimada
O site calcula quantas ações inteiras dá para comprar com o valor que você digitou e multiplica pelos R$ por ação da base escolhida. É quanto essas ações teriam pago no passado, não uma promessa.
Valor por ação
O valor que você colocaria em cada ação da lista. Não há limite: dá para testar de R$ 100 a milhões.
Extraordinário
Quando os últimos 12 meses pagaram mais que o dobro da média de 5 anos, ou quando a ação não costumava pagar e pagou agora. Geralmente é um pagamento único (venda de ativo, lucro fora da curva) que pode não se repetir.
Parou de pagar
A ação pagava proventos nos últimos 5 anos, mas não pagou nada nos últimos 12 meses. Vale ler os comunicados da empresa para entender o motivo.
Desdobramento, grupamento, bonificação e o ajuste
Desdobramento: cada ação vira várias (ex.: 1 vira 2) e o preço cai na mesma proporção. Grupamento: o contrário, várias viram uma. Bonificação: a empresa dá ações novas de graça para quem já tem.
Nenhum desses eventos muda quanto você tem em reais, mas mudam os números por ação. Por isso o site recalcula preços e proventos antigos com os fatores oficiais da B3, para tudo ficar em "ações de hoje".
Exemplo: se a ação desdobrou 1 para 2, um dividendo antigo de R$ 1,00 aparece como R$ 0,50 ajustado, e o preço antigo também cai pela metade.
R$ em 10 anos
Soma de tudo que a ação pagou por ação nos últimos 10 anos, já ajustado.
Paga desde
Data com do provento mais antigo registrado na B3 para essa ação.
Valorização e retorno
Valorização
Quanto o preço da ação subiu ou caiu no período, sem contar os proventos. O site usa o preço ajustado por desdobramentos, então a comparação é justa. Perda aparece em vermelho.
Retorno total
O ganho completo de quem comprou no início do período e ficou com a ação: valorização do preço + proventos recebidos, em % do preço no início.
Exemplo: comprou a R$ 20,00, hoje vale R$ 22,00 (+10%) e recebeu R$ 3,00 em proventos (+15%). Retorno total de +25%.
Uma ação com DY alto e preço caindo pode ter retorno total negativo. Por isso o site mostra as duas partes lado a lado.
Se tivesse investido
Simulação com o seu valor: compra de ações inteiras no início do período, sem reinvestir os proventos e sem custos de corretagem ou impostos. Mostra quanto as ações valem hoje e quanto entrou de proventos.
Preço
Último preço de fechamento oficial da B3, do arquivo histórico de cotações (COTAHIST). Atualizado uma vez por dia útil.
Negociação
Liquidez e negociação por dia
Quanto dinheiro troca de mãos por dia naquela ação na B3. O site usa a mediana dos últimos 90 dias. Ação com pouca negociação é mais difícil de comprar e vender sem mexer no preço.
Dá pra comprar?
Uma conta simples: o seu valor dividido por 10% do volume diário. Se der até 1 dia, é fácil comprar sem pressionar o preço. Se der vários dias, você provavelmente pagaria mais caro ou precisaria comprar aos poucos.
Exemplo: ação que negocia R$ 2 milhões por dia aceita cerca de R$ 200 mil por dia de uma pessoa sem mexer muito no preço.
Setor
Segmento de atuação da empresa, pela classificação da B3. Bom para não concentrar tudo em um único tipo de negócio.
Notícias das empresas
Comunicados oficiais
Documentos que as empresas listadas são obrigadas a enviar à CVM e que ficam públicos no portal de dados abertos. Os principais:
Aviso aos Acionistas: anúncio de proventos, datas com e pagamentos. Fato Relevante: algo que pode mexer no preço da ação (venda de ativo, fusão, resultado inesperado). Comunicado ao Mercado: informação de interesse geral. Assembleia: convocações e atas. Dados Econômico-Financeiros: resultados e projeções.
Impacto em dividendos
Leitura automática de cada comunicado: positivo (tende a aumentar ou confirmar proventos), negativo (tende a reduzir ou adiar), neutro (trata do tema sem mudar a expectativa) ou sem relação. O resumo é feito por um modelo de IA da Arthos rodando em servidor próprio; quando ele não está disponível, o resumo vem pelo assunto do documento. Sempre confira o documento oficial no link.
Sobre dividendos
Marca os comunicados que tratam diretamente de proventos: anúncio, mudança de política de distribuição, datas ou pagamentos.
Renda fixa
Selic
Taxa básica de juros da economia, definida pelo Copom do Banco Central. É a referência para quase toda a renda fixa e para o Tesouro Selic.
CDI
Taxa dos empréstimos de um dia entre bancos. Anda colada na Selic. CDBs, LCIs e fundos DI costumam render um percentual do CDI, como "100% do CDI".
IPCA
Índice oficial de inflação do Brasil, medido pelo IBGE. O site usa o IPCA acumulado em 12 meses como estimativa para o Tesouro IPCA+.
Tesouro Direto
Títulos do governo federal vendidos para pessoa física. Tesouro Selic acompanha a Selic e tem pouca oscilação. Tesouro Prefixado paga uma taxa fixa combinada na compra. Tesouro IPCA+ paga a inflação mais uma taxa. Prefixado e IPCA+ podem valer menos se vendidos antes do vencimento.
Custódia
Taxa cobrada pela B3 para guardar os títulos do Tesouro: 0,20% ao ano. No Tesouro Selic é isenta para quem tem até R$ 10 mil.
Não é recomendação de investimento. Conteúdo educativo, baseado em dados oficiais da B3, CVM, Banco Central, Tesouro Nacional, ANBIMA e Open Finance Brasil.